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Ler e escrever como um jogo

  • Foto do escritor: Cristina Barkevui Mekitarian
    Cristina Barkevui Mekitarian
  • 3 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de jun. de 2021

No artigo “A AUTORIA COMO UM JOGO ENTRE LER E ESCREVER” de Arlete dos Santos Petry, a autora faz referência a Umberto Eco (1987), que “defende a ideia de que, ao escrever, o Autor constrói um Leitor-Modelo, o que se daria através de um jogo de cooperação entre ambos. Ambos, Autor e Leitor-Modelo nada mais são do que estratégias textuais, cuja cooperação realiza-se entre duas estratégias discursivas e não entre dois sujeitos individuais. “Para realizar-se como Leitor-Modelo, o leitor empírico tem naturalmente [...] o dever de recuperar, com a máxima aproximação possível, os códigos do emitente”.

Neste artigo, Petry comenta, no que se refere ao ler e escrever, como “a possibilidade do encontro de um “eu” com um “outro eu”, ou seja, um jogo.”

Nos últimos dias ministrei aulas em formação docente, para escola da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo. Como recurso para atividade prática, propus o uso do App INVENTECA, por meio do qual é possível captar a narrativa de história criada por uma criança.

O aplicativo -, muito interessante, por sinal -, possui uma série de histórias infantis, que surgem como imagens que se sucedem, capturando ao mesmo tempo, por meio de gravação, a narrativa criada por uma criança. As docentes criaram suas próprias narrativas com estilos diversos, e depois analisaram a narrativa transcrita de uma criança. A análise representa bem o “encontro de um “eu” com um “outro eu”, ou seja, um jogo”, no que se refere à ESCUTAR uma criança que, por meio da narrativa criada, demonstra suas emoções, percepções, criações e talvez até mesmo conflitos interiores.

Este recurso também permite que docentes, enquanto Autoras, por meio de diversos estilos de narrativa, conquistem a criança Leitor-Modelo, como menciona Eco (1986).

CBM


 
 
 

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