A MESA ESTÁ POSTA -Existe relação entre vínculos familiares e o comportamento alimentar?
- Cristina Barkevui Mekitarian
- 9 de out. de 2020
- 2 min de leitura

Neste livro Maria Leci compartilha receitas familiares nordestinas muito interessantes como o Omelete de Caju, a Farinha de Pipoca, a Crepioca, a Torta de Ameixas e Pêssegos entre outras. Na obra Maria Leci Queiroz trata principalmente dos afetos e vínculos construídos nos momentos compartilhados à mesa.
O que a autora nos conta sobre o caju?
O cajueiro é uma planta nativa do Brasil, cultivada pelos indígenas, e foi levado para alguns países da África, Índia e Madagascar. De acordo com Moreira (2002, p. 95), os descobridores do Brasil já encontraram ao longo das regiões Norte e Nordeste cajueiros nativos, sendo seus frutos consumidos pelos aborígenes. É uma fruta muito nutritiva, que pode ser bem aproveitada. Ela se encontra em grande quantidade nas áreas litorâneas e é muito bem utilizada pelos pescadores, que se alimentam do mel de caju em busca de mais energia para enfrentar o mar.
E sobre suas vivências à mesa?
“Na minha casa, quando crianças, amávamos a atividade coletiva de assar castanhas. O fogo preparado com pedras e a assadeira eram feitos por nós. Tinha um cheiro da castanha no ar, de aventura dentro de cada um. Mamãe sempre avisava: “Cuidado para não deixar o óleo da castanha queimar vocês, essa queimadura é muito forte”. Depois de tudo assado, íamos para a sessão da quebra das castanhas. Tínhamos que deixar as mãos sujas para brincar de carimbar um ao outro. Isso é comensalidade e criatividade, que nos une na brincadeira em meio ao ato de comer.”
E sobre os hábitos alimentares e o comportamento alimentar?
A segunda mesa se chama colo
Ao nascer, a criança tem a experiência do vínculo através do aleitamento materno, que é o momento perfeito de aproximação afetiva do bebê com a mãe, numa troca de amor e carinho que se reflete no atendimento às necessidades nutricionais, emocionais e no processo de desenvolvimento da criança. É interessante perceber que essa ligação emocional alivia os medos e o desconforto com que a criança se depara quando chega ao ambiente externo. Por outro lado, todo o estresse e toda a ansiedade da mãe podem ser repassados para a criança na hora da amamentação e isso resultar em medos e dificuldade de se sentir aceita. A estabilidade emocional é fundamental para uma amamentação bem-sucedida.
Primeira, segunda e terceiras mesas, o que mais Maria Leci compartilha com o leitor?
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